
O que é um Bike Fit
Uma análise biomecânica individual e personalizada da tua posição na bicicleta, com o objetivo de encontrar os ajustes que melhor se adaptam ao teu corpo, à tua forma de pedalar e aos teus objetivos.
É para mim?
É para qualquer ciclista que queira melhorar a sua relação com a bicicleta.
Seja para reduzir o desconforto, melhorar a eficiência ou procurar uma posição mais adequada à performance, a análise parte das tuas características, da tua experiência e dos teus objetivos. Trabalhamos com estrada, BTT, gravel, contrarrelógio e triatlo.
- 1Joelho
- 2Anca
- 3Tronco
- 4Cotovelo
- 5Tornozelo
Antes do Bike Fit
Antes da sessão, vais receber algumas indicações. Quanto melhor conhecermos o teu contexto, os teus objetivos e o teu equipamento, mais completa será a análise.
Leva a bicicleta o mais limpa possível, a roupa e o calçado que usas normalmente, água e toalha. Se tens palmilhas personalizadas, ou se vais fazer um triatlo de longa distância, contrarrelógio ou estudos aerodinâmicos, leva também o equipamento específico.

- Ecrã de simulação Mostra o percurso e os dados enquanto pedalas. Olhar em frente, como na estrada, ajuda a manter a posição natural.
- Câmara 3D de frente Montada por baixo do ecrã, vê o movimento dos joelhos de frente. É assim que se avalia se sobem e descem a direito.
- Rolo KICKR CORE Rolo de transmissão direta: a roda de trás sai e a bicicleta encaixa aqui. Mede a potência durante toda a sessão.
- Mesa de apoio Fica ao lado do rolo, para ver e registar os dados sem saíres da bicicleta.
- Palmilhas, cunhas e cleats O que costuma ser preciso trocar durante a sessão está à mão: palmilhas, cunhas e cleats de vários sistemas.
Como decorre a sessão
A sessão tem nove etapas, em três momentos. Começa com a entrevista inicial, a avaliação individual e a análise do pé, do sapato e do cleat.
Segue-se a avaliação em movimento com o sistema 3D, os ajustes personalizados e a reavaliação, para confirmar as alterações e a tua resposta a elas.
No fim, recebes recomendações de componentes ou acessórios quando fizerem sentido para o teu caso, as medições finais da posição e o acompanhamento pós Bike Fit. O detalhe de cada etapa está na secção Como funciona a sessão, na página inicial.
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Antes de pedalar~45 min
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Entrevista inicial
Falamos dos teus objetivos, do teu historial, de qualquer desconforto que sintas e do que esperas da sessão. Quanto melhor conhecermos o teu contexto, mais completa é a análise.
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Avaliação individual
Avaliamos assimetrias, mobilidade, flexibilidade, força e outros fatores que influenciam a tua posição na bicicleta. É o corpo que define o ponto de partida do ajuste.
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Pé, sapato e cleat
Validamos o calçado, a posição do cleat e a interface entre o pé e o pedal. É um dos pontos fundamentais de toda a análise biomecânica.
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Em cima da bicicleta~1h30
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Avaliação em movimento (3D)
Pedalas na tua bicicleta, montada no rolo, enquanto o sistema de análise 3D mede os principais ângulos e movimentos durante a pedalada.
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Ajustes personalizados
Alteramos a posição e, se for preciso, componentes, de acordo com o que foi identificado na avaliação. Cada ajuste é pensado para o teu corpo e para a utilização que fazes da bicicleta.
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Reavaliação
Confirmamos as alterações e analisamos a tua resposta aos ajustes. Se algo não estiver certo, afinamos de novo.
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Para levaraté 2 meses
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Recomendações
Indicamos componentes, acessórios ou outras soluções, mas só quando fazem sentido para o teu caso.
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Medições finais
Registamos as principais alturas, distâncias e referências da posição final. Ficas com a ficha de medidas para repor a posição se mudares de componentes ou de bicicleta.
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Acompanhamento pós Bike Fit
Tens até 2 meses para esclarecer dúvidas e acompanhar a adaptação às alterações. Se sentires algo estranho nas primeiras saídas, falas connosco.
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O estúdio e o que medimos
Pedalas na tua bicicleta, montada num rolo, num espaço preparado para medir. As câmaras do sistema 3D seguem marcadores colocados nas articulações e registam, em cada pedalada, os ângulos do joelho, da anca, do tronco, do cotovelo e do tornozelo, a trajetória do joelho vista de frente e a simetria entre os dois lados.
Quando a sessão inclui mapeamento de pressão, um sensor fino sobre o selim mostra onde o peso assenta. Tudo isto dá números, e os números dizem ao fitter o que ajustar e em que ordem.

- A tua bicicleta Pedalas na tua própria bicicleta, montada no rolo. A posição é medida e ajustada na bicicleta que usas na estrada.
- Rolo Wahoo KICKR Segura a roda traseira e dá resistência controlada. Assim a pedalada é estável e repetível de uma medição para a outra.
- Wahoo KICKR CLIMB Suporte da frente que sobe e desce. Permite ver a posição também a subir, não só em terreno plano.
- Câmaras 3D Uma câmara de cada lado, em tripé, filma a pedalada de perfil. É daqui que saem os ângulos do joelho, da anca e do tronco.
- Tapete Marca a área de trabalho e protege o chão. Os tripés ficam sempre à mesma distância do rolo.
- Trajetória ideal Visto de frente, o joelho sobe e desce num plano estável, alinhado com a anca e com o pedal. Algum movimento lateral (2–8 cm) é normal; o 3D procura o desvio que se repete em cada pedalada.
- Para dentro (valgo) O joelho aproxima-se do quadro no topo da pedalada. Costuma ligar-se a cleats mal posicionados, à falta de suporte do arco do pé ou a um selim demasiado alto.
- Para fora (varo) O joelho afasta-se do quadro. Aparece muitas vezes com cleats muito juntos, selim baixo ou uma anca que compensa. Palmilhas e a posição lateral do cleat ajudam.
- Bacia nivelada A bacia deve manter-se estável e nivelada. Se balança de um lado para o outro, o selim pode estar alto ou haver uma assimetria entre as pernas.
- Ombros e mãos Ombros descontraídos à mesma altura e peso igual nas duas mãos. Um lado mais baixo denuncia rotação do tronco ou um guiador largo de mais.
- Ponto morto superior (12 h) A manivela está no topo e a perna quase não produz força. O joelho e a anca estão no ângulo mais fechado; é aqui que um selim alto ou manivelas longas se fazem sentir.
- Pico de força (3 h) Com a manivela horizontal, a força no pedal é máxima e quase toda vertical. A fase de potência vai de pouco depois das 12 h até pouco depois das 6 h, com o pico entre as 2 h e as 4 h; é onde a posição mais rende.
- Ponto morto inferior (6 h) Perna estendida, força quase nula. O ângulo do joelho aqui (140–150° em movimento, ou seja 30–40° de flexão) é uma das medidas-chave para a altura do selim.
- Recuperação (7–11 h) A perna sobe sem empurrar; é a outra perna que faz o trabalho. Mesmo em ciclistas treinados a força aqui é muitas vezes negativa. Puxar ativamente ajuda pouco; o que importa é não travar o pedal.
- O que o 3D mede A câmara regista cada volta: cadência, o ângulo das articulações em cada fase e a simetria entre a perna esquerda e a direita. Diferenças grandes entre lados orientam o ajuste.
Pé, sapato e cleat
O pé é o primeiro ponto de contacto e o que mais condiciona o resto. Verificamos o sapato, a palmilha e a posição do cleat: avanço e recuo em relação aos metatarsos, rotação de acordo com a tua rotação natural do pé e posição lateral.
Pequenos ajustes aqui mudam a trajetória do joelho e a pressão no selim, por isso o cleat vem antes de qualquer ajuste à bicicleta.
- Eixo do pedal e metatarsos O eixo do pedal fica entre a 1.ª e a 5.ª cabeça do metatarso, muitas vezes 5–10 mm atrás da 1.ª. É a referência de partida; os outros ajustes fazem-se a partir daqui.
- Avanço e recuo O cleat desliza nas ranhuras para a frente e para trás. Recuá-lo costuma aliviar o gémeo e a planta do pé e dar estabilidade; avançá-lo pede mais ao tornozelo.
- Rotação (float) O cleat alinha-se com a rotação natural do pé, com a ponta mais para dentro ou para fora. O float (0–9° conforme o cleat) deixa o joelho encontrar o seu caminho sem forçar.
- Posição lateral Deslocar o cleat para dentro ou para fora aproxima ou afasta o pé da manivela e define a largura de apoio dos pés (não confundir com o Q-factor, que é a distância entre as manivelas). Quem tem a anca larga costuma precisar de mais largura.
- Palmilha e cunhas Muitos antepés estão inclinados em relação ao pedal. Uma palmilha com suporte ou uma cunha fina corrige essa inclinação, para que o joelho suba e desça a direito.

- Chave Allen Os três parafusos soltam-se um pouco, o cleat move-se milímetro a milímetro e aperta-se outra vez. Repete-se até ficar certo.
- Cleat de 3 furos A peça que encaixa no pedal. Pode avançar, recuar, rodar e deslocar-se para o lado; cada direção muda uma coisa diferente.
- Referência do metatarso A cabeça do 1.º metatarso, no lado de dentro do pé, serve de referência: o eixo do pedal costuma ficar um pouco atrás dela.
- Sola rígida A sola de um sapato de ciclismo não dobra. Por isso a posição do cleat decide onde a força do pé entra no pedal.
- KICKR CLIMB O suporte da frente ao fundo. Depois do ajuste, voltas para a bicicleta e confirma-se o resultado em movimento.
As medidas da bicicleta
A posição final traduz-se em medidas da bicicleta: altura e recuo do selim, alcance e desnível ao guiador, posição das manetes, comprimento da manivela. São estas medidas que ficam na tua ficha e que permitem repor a posição noutra bicicleta ou depois de mudar componentes.
- Altura do selim Do centro do pedaleiro ao topo do selim, ao longo do tubo. As fórmulas (0,883 × entrepernas, 109 % até ao eixo do pedal) falham em mais de metade das pessoas; no estúdio parte-se do ângulo do joelho a pedalar, 30–40° de flexão. Alto de mais, a bacia balança; baixo de mais, o joelho fecha demasiado.
- Recuo do selim Distância horizontal da ponta do selim à vertical do pedaleiro; mede-se com um fio de prumo. Mais recuo costuma aliviar a frente do joelho e pedir mais aos glúteos; menos recuo põe-te mais por cima do pedal.
- Alcance ao guiador Da ponta do selim ao centro do guiador, na horizontal. Resulta do quadro, do avanço e do recuo do selim. Mais alcance estende o tronco e carrega as mãos; menos fecha a anca e encolhe os ombros.
- Desnível selim/guiador Diferença de altura entre o topo do selim e o topo do guiador. Mais desnível é mais aerodinâmico mas exige flexibilidade da anca e das costas; menos desnível alivia o pescoço, os ombros e as mãos.
- Stack Altura vertical do centro do pedaleiro ao topo do tubo de direção. É a medida que diz quão alto consegues pôr o guiador sem espaçadores a mais. Compara o stack entre bicicletas, não só o tamanho.
- Reach Distância horizontal do pedaleiro ao topo do tubo de direção. É o comprimento real do quadro, independente do avanço e do selim. Dois quadros com o mesmo «tamanho» podem ter reach bem diferente.
- Comprimento da manivela Do eixo do pedaleiro ao eixo do pedal, 165–175 mm na maioria. Mais curta abre o ângulo da anca e do joelho no ponto morto superior; costuma ajudar quem tem a anca fechada ou dor no joelho.
- Posição das manetes Onde a mão assenta nos pousos: altura das manetes no guiador e o seu ângulo. Rodar as manetes muda o apoio do pulso e o alcance efetivo; a rotação do próprio guiador faz o mesmo.
O que a ciência diz (e não diz)
O que está estudado aponta no mesmo sentido: quem faz bike fit tem cerca de 2,3 vezes mais probabilidade de pedalar sem dor, e a altura do selim medida a pedalar é o único ajuste com consenso científico. Pequenas mudanças de altura alteram a cinemática e a eficiência, e as fórmulas clássicas deixam a maioria das pessoas fora do intervalo recomendado de ângulo do joelho.
O que não está provado também importa. Nenhum estudo mostra que o bike fit previne lesões, e não há recomendações claras para comprimento de manivela, altura do guiador, Q-factor ou posição do cleat: nesses ajustes o fitter trabalha com a tua resposta, não com uma tabela. Por isso não prometemos zero lesões nem mais potência. Prometemos medir, ajustar e acompanhar.
| Estudo | Ano | O que mostrou |
|---|---|---|
| Priego Quesada, Kerr, Bertucci e Carpes | 2019 | Em 849 ciclistas, quem fez bike fit tinha cerca de 2,3× mais probabilidade de não reportar dor. Nenhuma associação com lesão nos 12 meses anteriores. |
| Visentini e Clarsen | 2016 | O sobreuso é 50–60 % das queixas. Não há evidência forte que ligue dor de sobreuso a qualquer parâmetro de posição, corpo ou carga. |
| Bini e Priego Quesada | 2022 | Revisão de 41 estudos: evidência forte para medir o joelho a pedalar; mudanças de altura do selim abaixo de 4 % do comprimento da perna não alteram o consumo de oxigénio nem a eficiência. |
| Husband, Wainwright e colegas | 2024 | Revisão de 47 estudos e 724 participantes: consenso só para a altura do selim; sem recomendações claras para manivela, guiador, Q-factor ou cleat. Só 90 participantes eram mulheres. |
| Holliday e Swart | 2019 | O método estático de Holmes serve como ponto de partida para a altura do selim; a medição a pedalar deve ter em conta a intensidade. |
| Ferrer-Roca e colegas | 2012 | A pedalar, o joelho flete 5–8° mais do que parado; alvo dinâmico de 30–40°. A regra dos 106–109 % do entrepernas deixou 56,5 % dos ciclistas fora do intervalo. |
| Peveler, Pounders e Bishop | 2007 | A fórmula dos 109 % do entrepernas deixou 63 % dos ciclistas fora dos 25–35° de flexão do joelho recomendados. |
| Clarsen, Krosshaug e Bahr | 2010 | Em 109 profissionais, 58 % tiveram dor lombar e 36 % dor anterior do joelho nos 12 meses anteriores; o joelho causa mais de metade do tempo perdido. |
Fontes: Priego Quesada et al. 2019 · Visentini e Clarsen 2016 · Bini e Priego Quesada 2022 · Husband et al. 2024 · Holliday e Swart 2019 · Ferrer-Roca et al. 2012 · Peveler, Pounders e Bishop 2007 · Clarsen, Krosshaug e Bahr 2010
Depois do Bike Fit
No final da sessão ficam registados os principais ajustes e medidas realizados.
Tens ainda acompanhamento pós Bike Fit de até 2 meses, para esclarecer dúvidas e avaliar a adaptação às alterações.
- A Altura do selimDo centro do pedaleiro ao topo do selim. — mm
- B Recuo do selimQuanto o selim fica atrás do eixo do pedaleiro. — mm
- C Distância selim–guiadorAlcance até ao guiador (reach). — mm
- D QuedaDiferença de altura entre selim e guiador (drop). — mm
- Inclinação do selimÂngulo do selim em relação à horizontal. — °
- Largura do guiadorMedida entre as manetes. — mm
- Posição dos cleatsAvanço, rotação e eventuais calços, por pé. — / —
- Comprimento da manivelaO que tens e o que recomendamos. — mm
Preços
Bike Fit, 130 €. Com mapeamento de pressão do selim, 180 €. Com duas bicicletas, 200 €, ou 250 € com mapeamento de pressão do selim.
Bike Fit130 €
Bike Fit + Mapeamento de Pressão do Selim180 €
Bike Fit, 2 bicicletas200 €
Bike Fit, 2 bicicletas + Mapeamento de Pressão do Selim250 €
Mapeamento de pressão do selim
Um sensor fino colocado sobre o selim regista, enquanto pedalas, onde o teu peso assenta. O mapa mostra se o apoio está nos ísquios ou nos tecidos moles, se há mais carga de um lado e se o selim que tens serve para a tua posição. É um extra ao Bike Fit e muda muitas vezes a escolha do selim.
Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam.
Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados.
O estúdio
4 fotografias


