Bike Fit Lab
Câmara 3D de análise de posição montada num tripé

O que é um Bike Fit

Uma análise biomecânica individual e personalizada da tua posição na bicicleta, com o objetivo de encontrar os ajustes que melhor se adaptam ao teu corpo, à tua forma de pedalar e aos teus objetivos.

É para mim?

É para qualquer ciclista que queira melhorar a sua relação com a bicicleta.

Seja para reduzir o desconforto, melhorar a eficiência ou procurar uma posição mais adequada à performance, a análise parte das tuas características, da tua experiência e dos teus objetivos. Trabalhamos com estrada, BTT, gravel, contrarrelógio e triatlo.

Ciclista de perfil com os ângulos medidos na análise 3D Desenho de um ciclista a pedalar numa bicicleta de estrada. Marcam-se os ângulos do joelho (que varia ao longo da pedalada, de 75 a 155 graus), da anca, do tronco, do cotovelo e do tornozelo, os pontos de contacto no pedal, selim e guiador, e seis pontos onde costuma surgir desconforto. 1 2 3 4 5
  1. 1Joelho
  2. 2Anca
  3. 3Tronco
  4. 4Cotovelo
  5. 5Tornozelo
Cinco ângulos medidos em movimento (o do joelho muda a cada volta), três pontos de contacto (pedal, selim e guiador) e os pontos onde o desconforto costuma aparecer. Toca num ponto para ver a causa habitual.

Antes do Bike Fit

Antes da sessão, vais receber algumas indicações. Quanto melhor conhecermos o teu contexto, os teus objetivos e o teu equipamento, mais completa será a análise.

Leva a bicicleta o mais limpa possível, a roupa e o calçado que usas normalmente, água e toalha. Se tens palmilhas personalizadas, ou se vais fazer um triatlo de longa distância, contrarrelógio ou estudos aerodinâmicos, leva também o equipamento específico.

Estúdio Bike Fit Lab com rolo Wahoo KICKR CORE e ecrã de simulação
  1. Ecrã de simulação Mostra o percurso e os dados enquanto pedalas. Olhar em frente, como na estrada, ajuda a manter a posição natural.
  2. Câmara 3D de frente Montada por baixo do ecrã, vê o movimento dos joelhos de frente. É assim que se avalia se sobem e descem a direito.
  3. Rolo KICKR CORE Rolo de transmissão direta: a roda de trás sai e a bicicleta encaixa aqui. Mede a potência durante toda a sessão.
  4. Mesa de apoio Fica ao lado do rolo, para ver e registar os dados sem saíres da bicicleta.
  5. Palmilhas, cunhas e cleats O que costuma ser preciso trocar durante a sessão está à mão: palmilhas, cunhas e cleats de vários sistemas.
Vista de frente, do lado da roda. O ecrã fica à altura dos olhos e a câmara por baixo.

Como decorre a sessão

A sessão tem nove etapas, em três momentos. Começa com a entrevista inicial, a avaliação individual e a análise do pé, do sapato e do cleat.

Segue-se a avaliação em movimento com o sistema 3D, os ajustes personalizados e a reavaliação, para confirmar as alterações e a tua resposta a elas.

No fim, recebes recomendações de componentes ou acessórios quando fizerem sentido para o teu caso, as medições finais da posição e o acompanhamento pós Bike Fit. O detalhe de cada etapa está na secção Como funciona a sessão, na página inicial.

  1. Antes de pedalar~45 min
    1. Entrevista inicial

      Falamos dos teus objetivos, do teu historial, de qualquer desconforto que sintas e do que esperas da sessão. Quanto melhor conhecermos o teu contexto, mais completa é a análise.

    2. Avaliação individual

      Avaliamos assimetrias, mobilidade, flexibilidade, força e outros fatores que influenciam a tua posição na bicicleta. É o corpo que define o ponto de partida do ajuste.

    3. Pé, sapato e cleat

      Validamos o calçado, a posição do cleat e a interface entre o pé e o pedal. É um dos pontos fundamentais de toda a análise biomecânica.

  2. Em cima da bicicleta~1h30
    1. Avaliação em movimento (3D)

      Pedalas na tua bicicleta, montada no rolo, enquanto o sistema de análise 3D mede os principais ângulos e movimentos durante a pedalada.

    2. Ajustes personalizados

      Alteramos a posição e, se for preciso, componentes, de acordo com o que foi identificado na avaliação. Cada ajuste é pensado para o teu corpo e para a utilização que fazes da bicicleta.

    3. Reavaliação

      Confirmamos as alterações e analisamos a tua resposta aos ajustes. Se algo não estiver certo, afinamos de novo.

  3. Para levaraté 2 meses
    1. Recomendações

      Indicamos componentes, acessórios ou outras soluções, mas só quando fazem sentido para o teu caso.

    2. Medições finais

      Registamos as principais alturas, distâncias e referências da posição final. Ficas com a ficha de medidas para repor a posição se mudares de componentes ou de bicicleta.

    3. Acompanhamento pós Bike Fit

      Tens até 2 meses para esclarecer dúvidas e acompanhar a adaptação às alterações. Se sentires algo estranho nas primeiras saídas, falas connosco.

Ficha de medidas + 2 meses de acompanhamento2h30 a 3h
O percurso de uma sessão completa, do primeiro contacto ao acompanhamento. As durações são indicativas.

O estúdio e o que medimos

Pedalas na tua bicicleta, montada num rolo, num espaço preparado para medir. As câmaras do sistema 3D seguem marcadores colocados nas articulações e registam, em cada pedalada, os ângulos do joelho, da anca, do tronco, do cotovelo e do tornozelo, a trajetória do joelho vista de frente e a simetria entre os dois lados.

Quando a sessão inclui mapeamento de pressão, um sensor fino sobre o selim mostra onde o peso assenta. Tudo isto dá números, e os números dizem ao fitter o que ajustar e em que ordem.

Estúdio Bike Fit Lab com bicicleta de estrada no rolo KICKR, sobre tapete preto
  1. A tua bicicleta Pedalas na tua própria bicicleta, montada no rolo. A posição é medida e ajustada na bicicleta que usas na estrada.
  2. Rolo Wahoo KICKR Segura a roda traseira e dá resistência controlada. Assim a pedalada é estável e repetível de uma medição para a outra.
  3. Wahoo KICKR CLIMB Suporte da frente que sobe e desce. Permite ver a posição também a subir, não só em terreno plano.
  4. Câmaras 3D Uma câmara de cada lado, em tripé, filma a pedalada de perfil. É daqui que saem os ângulos do joelho, da anca e do tronco.
  5. Tapete Marca a área de trabalho e protege o chão. Os tripés ficam sempre à mesma distância do rolo.
O estúdio visto da porta. A bicicleta fica no rolo, no meio do tapete, com uma câmara de cada lado.
Ciclista visto de frente com as trajetórias do joelho Desenho de um ciclista de frente, na bicicleta. Numa perna o joelho sobe e desce num plano estável, a trajetória certa. Na outra marcam-se dois desvios: para dentro (valgo) e para fora (varo). Marcam-se também a bacia nivelada e os ombros e mãos. 12345
  1. Trajetória ideal Visto de frente, o joelho sobe e desce num plano estável, alinhado com a anca e com o pedal. Algum movimento lateral (2–8 cm) é normal; o 3D procura o desvio que se repete em cada pedalada.
  2. Para dentro (valgo) O joelho aproxima-se do quadro no topo da pedalada. Costuma ligar-se a cleats mal posicionados, à falta de suporte do arco do pé ou a um selim demasiado alto.
  3. Para fora (varo) O joelho afasta-se do quadro. Aparece muitas vezes com cleats muito juntos, selim baixo ou uma anca que compensa. Palmilhas e a posição lateral do cleat ajudam.
  4. Bacia nivelada A bacia deve manter-se estável e nivelada. Se balança de um lado para o outro, o selim pode estar alto ou haver uma assimetria entre as pernas.
  5. Ombros e mãos Ombros descontraídos à mesma altura e peso igual nas duas mãos. Um lado mais baixo denuncia rotação do tronco ou um guiador largo de mais.
Vista de frente, como a vê a câmara 3D. Uma perna mostra a trajetória estável do joelho; a outra, os dois desvios habituais. O movimento é esquemático.
O relógio da pedalada e a força de cada perna ao longo de uma volta À esquerda, um círculo como um relógio: ponto morto superior às 12 h, pico de força às 3 h, ponto morto inferior às 6 h, fase de potência da 1 às 5 h e recuperação das 7 às 11 h; uma manivela roda. À direita, duas curvas de força ao longo de uma volta, uma por perna, desfasadas 180 graus. 12 h 3 h 6 h 9 h Força no pedal, uma volta 12 h 3 h 6 h 9 h 12 h perna direita perna esquerda 12345
  1. Ponto morto superior (12 h) A manivela está no topo e a perna quase não produz força. O joelho e a anca estão no ângulo mais fechado; é aqui que um selim alto ou manivelas longas se fazem sentir.
  2. Pico de força (3 h) Com a manivela horizontal, a força no pedal é máxima e quase toda vertical. A fase de potência vai de pouco depois das 12 h até pouco depois das 6 h, com o pico entre as 2 h e as 4 h; é onde a posição mais rende.
  3. Ponto morto inferior (6 h) Perna estendida, força quase nula. O ângulo do joelho aqui (140–150° em movimento, ou seja 30–40° de flexão) é uma das medidas-chave para a altura do selim.
  4. Recuperação (7–11 h) A perna sobe sem empurrar; é a outra perna que faz o trabalho. Mesmo em ciclistas treinados a força aqui é muitas vezes negativa. Puxar ativamente ajuda pouco; o que importa é não travar o pedal.
  5. O que o 3D mede A câmara regista cada volta: cadência, o ângulo das articulações em cada fase e a simetria entre a perna esquerda e a direita. Diferenças grandes entre lados orientam o ajuste.
O relógio da pedalada visto do lado direito: potência das 12 h às 6 h com pico entre as 2 h e as 4 h, recuperação das 7 às 11 h. À direita, a força de cada perna ao longo de uma volta, desfasada 180°. Curvas esquemáticas.

Pé, sapato e cleat

O pé é o primeiro ponto de contacto e o que mais condiciona o resto. Verificamos o sapato, a palmilha e a posição do cleat: avanço e recuo em relação aos metatarsos, rotação de acordo com a tua rotação natural do pé e posição lateral.

Pequenos ajustes aqui mudam a trajetória do joelho e a pressão no selim, por isso o cleat vem antes de qualquer ajuste à bicicleta.

Sola de um sapato de ciclismo vista de baixo, com o cleat e os seus ajustes À esquerda, a sola de um sapato de estrada com a palmilha em tracejado, os cinco metatarsos em transparência, as cabeças do primeiro e do quinto marcadas, e o cleat de três furos atravessado pela linha do eixo do pedal. À direita, quatro esquemas: avanço e recuo, rotação com float, posição lateral, palmilha e cunhas. Com um ajuste selecionado, o cleat mostra esse movimento. 12345 1.ª 5.ª palmilha Avanço e recuo ao longo do pé Rotação float 0–9° Posição lateral largura da pedalada Palmilha e cunhas ângulo do antepé
  1. Eixo do pedal e metatarsos O eixo do pedal fica entre a 1.ª e a 5.ª cabeça do metatarso, muitas vezes 5–10 mm atrás da 1.ª. É a referência de partida; os outros ajustes fazem-se a partir daqui.
  2. Avanço e recuo O cleat desliza nas ranhuras para a frente e para trás. Recuá-lo costuma aliviar o gémeo e a planta do pé e dar estabilidade; avançá-lo pede mais ao tornozelo.
  3. Rotação (float) O cleat alinha-se com a rotação natural do pé, com a ponta mais para dentro ou para fora. O float (0–9° conforme o cleat) deixa o joelho encontrar o seu caminho sem forçar.
  4. Posição lateral Deslocar o cleat para dentro ou para fora aproxima ou afasta o pé da manivela e define a largura de apoio dos pés (não confundir com o Q-factor, que é a distância entre as manivelas). Quem tem a anca larga costuma precisar de mais largura.
  5. Palmilha e cunhas Muitos antepés estão inclinados em relação ao pedal. Uma palmilha com suporte ou uma cunha fina corrige essa inclinação, para que o joelho suba e desça a direito.
Sapato direito visto de baixo, com a palmilha e os metatarsos em transparência e o cleat de três furos. À direita, os quatro ajustes; toca num para ver o cleat a mexer. Os valores são pontos de partida; a posição final decide-se a pedalar.
Fitter a ajustar o cleat com chave Allen, num sapato de ciclismo branco
  1. Chave Allen Os três parafusos soltam-se um pouco, o cleat move-se milímetro a milímetro e aperta-se outra vez. Repete-se até ficar certo.
  2. Cleat de 3 furos A peça que encaixa no pedal. Pode avançar, recuar, rodar e deslocar-se para o lado; cada direção muda uma coisa diferente.
  3. Referência do metatarso A cabeça do 1.º metatarso, no lado de dentro do pé, serve de referência: o eixo do pedal costuma ficar um pouco atrás dela.
  4. Sola rígida A sola de um sapato de ciclismo não dobra. Por isso a posição do cleat decide onde a força do pé entra no pedal.
  5. KICKR CLIMB O suporte da frente ao fundo. Depois do ajuste, voltas para a bicicleta e confirma-se o resultado em movimento.
Ajuste do cleat num sapato de estrada de 3 furos. Pequenas mudanças aqui alteram toda a pedalada.

As medidas da bicicleta

A posição final traduz-se em medidas da bicicleta: altura e recuo do selim, alcance e desnível ao guiador, posição das manetes, comprimento da manivela. São estas medidas que ficam na tua ficha e que permitem repor a posição noutra bicicleta ou depois de mudar componentes.

Bicicleta de estrada de perfil com as medidas da posição e do quadro Desenho de uma bicicleta de estrada vista de lado, com linhas de cota numeradas: 1 Altura do selim, 2 Recuo do selim, 3 Alcance ao guiador, 4 Desnível selim/guiador, 5 Stack, 6 Reach, 7 Comprimento da manivela, 8 Posição das manetes. 12345678
  1. Altura do selim Do centro do pedaleiro ao topo do selim, ao longo do tubo. As fórmulas (0,883 × entrepernas, 109 % até ao eixo do pedal) falham em mais de metade das pessoas; no estúdio parte-se do ângulo do joelho a pedalar, 30–40° de flexão. Alto de mais, a bacia balança; baixo de mais, o joelho fecha demasiado.
  2. Recuo do selim Distância horizontal da ponta do selim à vertical do pedaleiro; mede-se com um fio de prumo. Mais recuo costuma aliviar a frente do joelho e pedir mais aos glúteos; menos recuo põe-te mais por cima do pedal.
  3. Alcance ao guiador Da ponta do selim ao centro do guiador, na horizontal. Resulta do quadro, do avanço e do recuo do selim. Mais alcance estende o tronco e carrega as mãos; menos fecha a anca e encolhe os ombros.
  4. Desnível selim/guiador Diferença de altura entre o topo do selim e o topo do guiador. Mais desnível é mais aerodinâmico mas exige flexibilidade da anca e das costas; menos desnível alivia o pescoço, os ombros e as mãos.
  5. Stack Altura vertical do centro do pedaleiro ao topo do tubo de direção. É a medida que diz quão alto consegues pôr o guiador sem espaçadores a mais. Compara o stack entre bicicletas, não só o tamanho.
  6. Reach Distância horizontal do pedaleiro ao topo do tubo de direção. É o comprimento real do quadro, independente do avanço e do selim. Dois quadros com o mesmo «tamanho» podem ter reach bem diferente.
  7. Comprimento da manivela Do eixo do pedaleiro ao eixo do pedal, 165–175 mm na maioria. Mais curta abre o ângulo da anca e do joelho no ponto morto superior; costuma ajudar quem tem a anca fechada ou dor no joelho.
  8. Posição das manetes Onde a mão assenta nos pousos: altura das manetes no guiador e o seu ângulo. Rodar as manetes muda o apoio do pulso e o alcance efetivo; a rotação do próprio guiador faz o mesmo.
Oito medidas que ficam na ficha. De 1 a 4 descrevem a posição e mudam numa sessão; stack e reach descrevem o quadro e servem para comparar bicicletas. Toca num número para ler.

O que a ciência diz (e não diz)

O que está estudado aponta no mesmo sentido: quem faz bike fit tem cerca de 2,3 vezes mais probabilidade de pedalar sem dor, e a altura do selim medida a pedalar é o único ajuste com consenso científico. Pequenas mudanças de altura alteram a cinemática e a eficiência, e as fórmulas clássicas deixam a maioria das pessoas fora do intervalo recomendado de ângulo do joelho.

O que não está provado também importa. Nenhum estudo mostra que o bike fit previne lesões, e não há recomendações claras para comprimento de manivela, altura do guiador, Q-factor ou posição do cleat: nesses ajustes o fitter trabalha com a tua resposta, não com uma tabela. Por isso não prometemos zero lesões nem mais potência. Prometemos medir, ajustar e acompanhar.

Estudos citados, por ordem de relevância para o que fazemos.
EstudoAnoO que mostrou
Priego Quesada, Kerr, Bertucci e Carpes2019Em 849 ciclistas, quem fez bike fit tinha cerca de 2,3× mais probabilidade de não reportar dor. Nenhuma associação com lesão nos 12 meses anteriores.
Visentini e Clarsen2016O sobreuso é 50–60 % das queixas. Não há evidência forte que ligue dor de sobreuso a qualquer parâmetro de posição, corpo ou carga.
Bini e Priego Quesada2022Revisão de 41 estudos: evidência forte para medir o joelho a pedalar; mudanças de altura do selim abaixo de 4 % do comprimento da perna não alteram o consumo de oxigénio nem a eficiência.
Husband, Wainwright e colegas2024Revisão de 47 estudos e 724 participantes: consenso só para a altura do selim; sem recomendações claras para manivela, guiador, Q-factor ou cleat. Só 90 participantes eram mulheres.
Holliday e Swart2019O método estático de Holmes serve como ponto de partida para a altura do selim; a medição a pedalar deve ter em conta a intensidade.
Ferrer-Roca e colegas2012A pedalar, o joelho flete 5–8° mais do que parado; alvo dinâmico de 30–40°. A regra dos 106–109 % do entrepernas deixou 56,5 % dos ciclistas fora do intervalo.
Peveler, Pounders e Bishop2007A fórmula dos 109 % do entrepernas deixou 63 % dos ciclistas fora dos 25–35° de flexão do joelho recomendados.
Clarsen, Krosshaug e Bahr2010Em 109 profissionais, 58 % tiveram dor lombar e 36 % dor anterior do joelho nos 12 meses anteriores; o joelho causa mais de metade do tempo perdido.

Fontes: Priego Quesada et al. 2019 · Visentini e Clarsen 2016 · Bini e Priego Quesada 2022 · Husband et al. 2024 · Holliday e Swart 2019 · Ferrer-Roca et al. 2012 · Peveler, Pounders e Bishop 2007 · Clarsen, Krosshaug e Bahr 2010

Depois do Bike Fit

No final da sessão ficam registados os principais ajustes e medidas realizados.

Tens ainda acompanhamento pós Bike Fit de até 2 meses, para esclarecer dúvidas e avaliar a adaptação às alterações.

Posição antes e depois do bike fit, sobrepostas Dois desenhos do mesmo ciclista sobrepostos. Antes: selim mais baixo e à frente, guiador mais baixo e longe, joelho muito fechado, tronco mais vertical e cotovelos esticados. Depois: selim mais alto e recuado, guiador mais perto e mais alto, tronco a cerca de 40 graus e cotovelos fletidos. Três cotas marcam o que mudou: o selim sobe, o selim recua, o guiador muda de altura e alcance.
As correções mais comuns: subir e recuar o selim, acertar a altura e o alcance do guiador, afinar os cleats. O desenho é esquemático e exagerado; as medidas certas saem da tua sessão.
Ficha de medidasBike Fit Lab
Esquema das medidas principais na bicicleta Bicicleta de perfil com quatro medidas assinaladas: A, altura do selim; B, recuo do selim; C, distância do selim ao guiador; D, queda do guiador em relação ao selim. A B C D
  1. A Altura do selimDo centro do pedaleiro ao topo do selim. — mm
  2. B Recuo do selimQuanto o selim fica atrás do eixo do pedaleiro. — mm
  3. C Distância selim–guiadorAlcance até ao guiador (reach). — mm
  4. D QuedaDiferença de altura entre selim e guiador (drop). — mm
  5. Inclinação do selimÂngulo do selim em relação à horizontal. — °
  6. Largura do guiadorMedida entre as manetes. — mm
  7. Posição dos cleatsAvanço, rotação e eventuais calços, por pé. — / —
  8. Comprimento da manivelaO que tens e o que recomendamos. — mm
Acompanhamento2 meses
A ficha regista a posição final para a poderes reproduzir noutra bicicleta ou depois de uma mudança de componentes. Os valores são os teus; aqui ficam em branco.

Preços

Bike Fit, 130 €. Com mapeamento de pressão do selim, 180 €. Com duas bicicletas, 200 €, ou 250 € com mapeamento de pressão do selim.

O que inclui cada opção

Bike Fit130 €

Bike Fit + Mapeamento de Pressão do Selim180 €

Bike Fit, 2 bicicletas200 €

Bike Fit, 2 bicicletas + Mapeamento de Pressão do Selim250 €

Mapeamento de pressão do selim

Um sensor fino colocado sobre o selim regista, enquanto pedalas, onde o teu peso assenta. O mapa mostra se o apoio está nos ísquios ou nos tecidos moles, se há mais carga de um lado e se o selim que tens serve para a tua posição. É um extra ao Bike Fit e muda muitas vezes a escolha do selim.

Mapa de pressão do selim, antes e depois do ajusteSelim de estrada visto de cima com uma grelha de células de sensor. Antes: Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam. Depois: Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados. Uma cruz marca o centro de pressão, que desce e centra depois do ajuste.frenteísquio Eísquio Dpressãoaltabaixacentro depressãoAntesDepois
Mapa de pressão do selim, antes e depois do ajusteSelim de estrada visto de cima com uma grelha de células de sensor. Antes: Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam. Depois: Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados. Uma cruz marca o centro de pressão, que desce e centra depois do ajuste.frenteísquio Eísquio Dpressãoaltabaixacentro depressãoAntesDepois

Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam.

Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados.

Um sensor fino sobre o selim regista a pressão enquanto pedalas: cada quadrado é uma célula do sensor, as linhas unem pontos com a mesma pressão e a cruz é o centro de pressão. O mapa diz ao fitter se o peso está nos ísquios ou nos tecidos moles e se há assimetria. Os dois mapas são esquemáticos.