Bike Fit Lab
Estúdio Bike Fit Lab com rolo Wahoo KICKR CORE e ecrã de simulação

Calculadoras de posição

Fórmulas publicadas, resultados em intervalos. Servem para começar; a sessão mede o joelho a pedalar e ajusta a partir daí.

1 Altura do selim

Três fórmulas clássicas dão a altura do selim a partir do entrepernas. Nenhuma vê a manivela, a sola da sapatilha nem a tua flexibilidade; por isso a ferramenta devolve um intervalo, não um número, e converte tudo para a mesma referência: do centro do eixo pedaleiro ao topo do selim, ao longo do tubo [9][10].

LeMond multiplica o entrepernas por 0,883. Hamley mede 109% do entrepernas até à superfície do pedal, por isso aqui subtraímos a manivela. Ferrer-Roca chegou a 108,6–110,4% a partir do alvo dinâmico de 30–40° de flexão do joelho a pedalar, também ao pedal [6][7].

Como medir o entrepernas em casa

Descalço, num chão duro (a alcatifa comprime e sobe o valor cerca de 1 cm), costas à parede, pés afastados 15–20 cm. Encosta um livro de capa dura ao períneo com uma força parecida à de um selim, nivelado e perpendicular à parede. Mede do chão ao topo do livro. Repete duas vezes e usa a média. Não é o entrepernas das calças, que difere vários centímetros [23][24].

Limites

A fórmula de LeMond nasceu nos anos 80 com pedais de gaiola e solas de couro; desvios de 1–3 cm são comuns [10]. A regra dos 109% deixou 63% dos ciclistas fora de 25–35° de flexão do joelho [6].

As fórmulas foram derivadas em homens treinados e a comparação dos métodos mostrou diferenças entre mulheres e homens [9]. Sapatilhas de sola grossa, cleat recuado e selins macios mudam tudo.

O estúdio mede a pedalar: no ponto mais baixo o joelho deve ficar a 30–40° de flexão [7]. Isto é só um ponto de partida.

Exemplos com manivela de 172,5 mm (mm ao eixo pedaleiro)

EntrepernasLeMondHamleyFerrer-RocaIntervalo
760671656653–667653–671
800706700696–711696–711
840742743740–755740–755
880777787783–799777–799
920812830827–843812–843

Fórmula. LeMond = 0,883 × E. Hamley = 1,09 × E − C. Ferrer-Roca = (1,086 a 1,104) × E − C. E = entrepernas, C = manivela, em mm, do eixo pedaleiro ao topo do selim.

Medir o entrepernas com um livro contra a parede Pessoa de costas para a parede, descalça, com um livro de capa dura encostado ao períneo e nivelado; a cota E vai do chão ao topo do livro. E livro nivelado, perpendicular à parede parede 15–20 cm entre os pés chão duro, descalço
Do chão ao topo do livro, duas vezes, e usa a média. A alcatifa sobe o valor cerca de 1 cm.
Fitter a ajustar o cleat com chave Allen, num sapato de ciclismo branco
A sola da sapatilha, a posição do cleat e a manivela entram na altura real do selim; nenhuma das fórmulas os vê.

2 Comprimento de manivela

Duas regras proporcionais circulam: 20% do entrepernas e 21,6% (fórmula de Kirby Palm). A segunda dá valores longos e lê-se como teto, não como alvo [29]. A ferramenta mostra a faixa e os tamanhos comerciais mais próximos (160, 165, 170, 172,5 e 175 mm).

Como medir

O entrepernas mede-se como na ferramenta anterior: livro contra a parede, do chão ao topo do livro, em milímetros.

Limites

Martin e Spirduso testaram manivelas de 120 a 220 mm em 16 ciclistas: a potência máxima quase não mudou entre 145 e 170 mm, e a diferença entre a melhor e a pior manivela foi de 3,9% [12][13]. Steve Hogg duvida que exista uma proporção fixa fiável [30].

A tendência atual é para manivelas mais curtas: 165 mm nos dois primeiros do contrarrelógio do Tour de 2025 e 150–160 mm em alguns profissionais [14]. Em triatlo e contrarrelógio a recomendação vai para 165 mm ou menos nos quadros pequenos [17]. Se tens a anca fechada, dor anterior no joelho ou posição de contrarrelógio, a ponta curta da faixa.

Uma manivela mais curta pede um selim mais alto na mesma medida e muda o desenvolvimento necessário.

Exemplos

Entrepernas0,20 × E0,216 × E (teto)Comercial
740148160160
780156168160–170
820164177 (teto)165–175
860172186 (teto)172,5–175
900180194 (teto)175

Fórmula. Faixa = 0,20 × E a 0,216 × E (E = entrepernas em mm). O 0,216 é um teto. Tamanhos comerciais: 160, 165, 170, 172,5 e 175 mm.

3 Largura do guiador

A regra clássica da estrada aproxima a largura do guiador, medida centro-a-centro, à distância entre os acrómios, com tolerância de ±20 mm [31][32]. No gravel somam-se 20 mm e um flare de 12–16° [34]. No BTT não há regra pela altura: a faixa depende da disciplina e a preferência pessoal pesa mais do que a estatura [36][37].

Como medir os acrómios

Pede a alguém que apalpe a ponta óssea de cada ombro, onde a clavícula acaba (o acrómio), e meça em linha reta a distância entre as duas, à frente do peito. Alguns fitters medem na covinha entre a clavícula e o acrómio, porque medir no osso acrescenta cerca de 1 cm por lado [31].

Limites

Não há acordo sobre como medir o ombro e a evidência é opinião de fitters. Mudar 20 mm de largura altera o alcance às manetes em alguns milímetros e a abertura dos ombros.

Os profissionais usam 38–42 cm e muitos foram para 36–38 cm por aerodinâmica, o que motivou a regra da UCI [33]. Para quem não compete, a regra é irrelevante.

Exemplos (mm)

AcrómiosEstrada (c-c)Gravel
360340–380380, flare 12–16°
380360–400400, flare 12–16°
400380–420420, flare 12–16°
420400–440440, flare 12–16°
440420–460460, flare 12–16°
BTTXC 640–740, trail 700–780, enduro 740–800 (pela disciplina, não pela estatura)

Fórmula. Estrada (c-c) = acrómios ± 20 mm. Gravel = acrómios + 20 mm, flare 12–16°. BTT por disciplina: XC 640–740, trail 700–780, enduro 740–800 mm.

Guiador de estrada visto de cima: as três larguras Largura centro-a-centro medida nos topos, largura exterior entre as extremidades e distância interior entre as manetes; as duas últimas são as da regra UCI. entre as faces interiores das manetes: ≥ 280 mm (UCI) centro-a-centro: acrómios ± 20 mm exterior, na parte mais larga: ≥ 400 mm (UCI) flare: quanto as partes baixas abrem (≤ 65 mm em UCI)
A regra da UCI mede no exterior e entre as manetes; a regra dos acrómios mede centro-a-centro. Não são a mesma largura.

4 Largura do selim

A largura do selim parte da distância entre os ísquios, os ossos da bacia que devem suportar o peso, somando uma margem que depende da postura: +0 mm em triatlo com o tronco horizontal, +10 em estrada agressiva, +20 em estrada ou BTT a cerca de 45°, +30 em urbano e +40 em posição vertical [20][21][22]. Entre dois tamanhos, a SQlab manda arredondar para cima [21].

Como medir os ísquios em casa

Senta-te num cartão canelado (ou numa espuma de memória) sobre um banco duro, com os joelhos ligeiramente levantados, e puxa o banco para baixo com as mãos para marcar. Desenha um círculo em cada marca e mede de centro a centro [20][21].

Limites

Cada marca converte a medida à sua maneira. Aqui só mostramos a tabela de retalhista da Specialized (143/155/168 mm) [18]; a idmatch da Selle Italia usa outra medida, a distância intertrocantérica (S abaixo de 120 mm, L a partir daí), e não deriva daqui [26][27].

A Fizik e os estudos de mapeamento dizem que a distribuição da pressão conta mais do que a largura [19]. A largura é o começo; o mapeamento de pressão na sessão é que decide.

Exemplos (mm)

ÍsquiosTriatloAgressivaEstrada/BTTUrbanoVertical
100100110120130140
110110120130140150
120120130140150160
130130140150160170
140140150160170180

Specialized (retalhista): ísquios 80–121 → 143; 122–140 → 155; 141–180 → 168 mm [18]. SQlab: 12 a 16 cm, arredondar para cima [21].

Fórmula. Largura = ísquios + 0 / 10 / 20 / 30 / 40 mm conforme a postura (triatlo, estrada agressiva, estrada ou BTT, urbano, vertical).

5 Stack e reach: comparar dois quadros

Stack e reach medem a altura e o comprimento do quadro, do eixo pedaleiro ao topo da caixa de direção, e comparam-se entre marcas, ao contrário dos tamanhos 54/56/M/L [38]. Mas a posição das mãos depende também do avanço e dos espaçadores. Esta ferramenta leva os dois quadros até às manetes e diz quanto o avanço ou os espaçadores teriam de mudar para igualar a posição [39].

Ordens de grandeza com a caixa de direção a 73°: cada 10 mm de espaçador dá cerca de +9,6 mm de stack e −2,9 mm de reach; cada 10 mm de avanço a −6° dá cerca de +1,9 mm de stack e +9,8 mm de reach [39].

Onde encontrar os números

Stack, reach e ângulo da caixa de direção (HTA) estão na tabela de geometria do fabricante. O avanço tem o comprimento e o ângulo gravados; o ângulo é negativo quando aponta para baixo. Os espaçadores medem-se ao longo do tubo: anéis, tampa da caixa de direção e metade da altura da braçadeira do avanço.

Limites

Fica de fora o reach do guiador (do centro da barra às manetes): se for igual nos dois, não altera a comparação. A sugestão resolve por tentativa, em passos de 10 mm no avanço e de 5 mm nos espaçadores, mantendo o ângulo do avanço.

Se a diferença passar os 20 mm em stack ou reach, confirma que o avanço fica dentro de 80–120 mm e os espaçadores numa altura razoável [38].

Quadro A
Quadro B

Exemplo do documento (HTA 73°, avanço a −6°)

QuadroStack às manetesReach às manetes
Quadro A "54": 545 / 385, avanço 100 mm564483
Quadro B "56": 565 / 392, avanço 90 mm582480
Quadro A com 20 mm de espaçadores583477

B fica 18 mm mais alto e 3 mm mais curto do que A; com 20 mm de espaçadores, A chega a 3 mm de B em reach e a 1 mm em stack [39].

Fórmula. θ = α + (90° − HTA). Avanço: stack = L × sin θ, reach = L × cos θ. Espaçadores: stack = h × sin HTA, reach = −h × cos HTA. Às manetes: stack do quadro + espaçadores + avanço; reach do quadro + espaçadores + avanço.

Câmara 3D de análise de posição montada num tripé
As quatro coordenadas que um relatório de bike fit entrega (altura e recuo do selim, queda e alcance ao guiador) vêm da medição a pedalar e reproduzem-se em qualquer quadro.
Do quadro às manetes: stack, reach, espaçadores e avanço Do eixo pedaleiro, o stack sobe e o reach avança até ao topo da caixa de direção; os espaçadores seguem o tubo de direção (ângulo HTA) e o avanço sai com o ângulo θ, igual a α mais 90° menos HTA, até às manetes. eixo pedaleiro stack reach HTA espaçadores h θ = α + (90° − HTA) avanço L, ângulo α manetes
Os espaçadores sobem quase tudo em stack e tiram um pouco de reach (o tubo inclina para trás); o avanço dá sobretudo reach.

6 Tamanho de quadro, orientação

Fórmulas clássicas: estrada = entrepernas × 0,65 a 0,67, em centímetros de tubo de selim centro-a-centro; BTT = entrepernas × 0,226, em polegadas [25][53].

Como medir

O entrepernas em centímetros, medido como na primeira ferramenta (livro contra a parede, do chão ao topo do livro).

Limites

O tubo de selim é hoje inclinado e o tamanho de cada marca é arbitrário. Usa stack e reach (a ferramenta acima) e, se tiveres, as coordenadas de um bike fit anterior [38]. Isto é só orientação.

Exemplos

EntrepernasEstradaBTT
76 cm49,4–50,9 cm17,2 pol
80 cm52,0–53,6 cm18,1 pol
84 cm54,6–56,3 cm19,0 pol
88 cm57,2–59,0 cm19,9 pol
92 cm59,8–61,6 cm20,8 pol

Fórmula. Estrada (cm) = E × 0,65 a 0,67. BTT (polegadas) = E × 0,226. E = entrepernas em cm.

7 Devo repetir o bike fit?

Não há norma científica para a validade de um bike fit. O que existe são gatilhos consensuais entre fitters e revistas de treino [57][58][59][60]. Marca os que se aplicam e lê a regra correspondente. Sem pontuação: cada gatilho tem a sua resposta.

Limites

Não encontrámos nenhuma fonte com um limiar em quilómetros nem em quilos. Se os vires num site, são política interna do estúdio, não evidência.

O bike fit é uma fotografia do corpo, do equipamento e dos objetivos num dado momento [11][60]; quando um dos três muda, a fotografia envelhece.

O que mudou?

Gatilho e regra

GatilhoRegra
Bicicleta nova (ou vou comprar)Faz o fit antes de comprar, ou transpõe as coordenadas do fit anterior para o quadro novo; se o quadro novo for montado para os mesmos números, basta uma verificação [57].
Sapatilhas, pedais ou selim novosVerifica a posição do cleat e a altura do selim: a sola, o pedal e a espessura do selim mudam a medida [57].
Dor ou dormência (joelho, lombar, mãos, períneo)Reavaliar. Uma lesão que não resolve com tratamento é indicação direta para rever a posição, e merece também avaliação médica [57][59].
Objetivo novo (distância, prova, disciplina)Reavaliar: a posição que serve para 60 km não é a mesma para 200 km, nem a de estrada é a de triatlo [57].
Mais de 12 meses desde o último fit (ou não me lembro)Marca uma revisão: mais de 12 meses, ou não saber quando foi, é o gatilho de tempo que os fitters usam [57][58].
Prova A daqui a 4–6 semanasÉ a janela certa: 4–6 semanas antes da prova dá tempo de adaptar; menos de 4 é subótimo [57][60].
Lesão, cirurgia ou corpo em mudança (peso, mobilidade)Reavaliar, com revisões mais frequentes: o fit é uma fotografia do corpo num momento [11][60].

Fórmula. Sem fórmula: cada gatilho marcado devolve a regra que os fitters usam.

Estúdio Bike Fit Lab com bicicleta de estrada no rolo KICKR, sobre tapete preto
A sessão repete-se quando a bicicleta, o corpo ou o objetivo mudam: o fit é uma fotografia dos três num momento.

8 Estou pronto para um bike fit?

Oito perguntas de sim ou não, construídas a partir da prevalência de queixas em ciclistas. Em amadores, 88% relataram dor ou sintomas não traumáticos, com as costas, as mãos, o períneo e o joelho perto dos 40% cada [61]. Em profissionais, 58% tiveram dor lombar e 36% dor anterior do joelho num ano [62]. Em recreativos, 85% tiveram pelo menos uma lesão de sobreuso [63].

Limites

A pontuação é uma convenção do estúdio, não evidência. Dor persistente ou lesão merece também avaliação médica; o bike fit não substitui o diagnóstico.

Marca o que for "sim"

Pontuação (convenção do estúdio)

PontosLeitura
0–1Está bem. Relê isto daqui a um ano.
2–3Há sinais. Uma sessão evita que se instalem.
4–8Indicação clara: marca.

Dor persistente ou lesão merece também avaliação médica; o bike fit não substitui o diagnóstico.

Fórmula. Um ponto por cada "sim". 0–1: está bem. 2–3: há sinais. 4–8: indicação clara.

Fontes

Numeração de docs/calculadoras-glossario.md, por isso há saltos. Onde a fonte é fraca (opinião de fitters, tabelas de retalhista), o texto diz-o.

  1. [1] UCI, "UCI statement on its recent decisions regarding changes to equipment regulations based on SafeR recommendations", 12 jun 2025. www.uci.org
  2. [2] road.cc, "UCI announces minor relaxation of controversial upcoming narrow handlebar rule", 25 set 2025. road.cc
  3. [3] Cyclingnews, "UCI backtracks on handlebar width rule, issues new, narrower minimum limit". www.cyclingnews.com
  4. [6] Peveler, Pounders & Bishop 2007, Journal of Strength and Conditioning Research (PMID 18076230). europepmc.org
  5. [7] Ferrer-Roca et al. 2012, Journal of Strength and Conditioning Research. lida.sport-iat.de
  6. [9] HAL (Univ. Reims), comparação dos métodos LeMond, Hamley e Genzling. hal.univ-reims.fr
  7. [10] RoadBikeRider, "LeMond formula saddle height". www.roadbikerider.com
  8. [11] Fit Kit Systems, "Saddle height: why formulas only get you partway there" e "How often should I get a bike fit". fitkitsystems.com
  9. [12] Martin & Spirduso 2001, European Journal of Applied Physiology. lida.sport-iat.de
  10. [13] Pinkbike, "Why shorter cranks are better (according to science)". m.pinkbike.com
  11. [14] Escape Collective, "Short cranks are everywhere at the Tour de France", 9 jul 2025. escapecollective.com
  12. [17] Slowtwitch, "Crank arm lengths for tri". www.slowtwitch.com
  13. [18] Performance Bike, tabela Specialized 143/155/168 (retalhista). www.performancebike.com
  14. [19] Fizik, "Product info". www.fizik.com
  15. [20] SQlab, "Gravel ergonomics advice". www.sq-lab.com
  16. [21] REI, SQlab 6OX Ergowave (tabela +0 a +4 cm). www.rei.com
  17. [22] E-Mountainbike Magazine, "SQlab Family & Friends Measure Me set". ebike-mtb.com
  18. [23] Rouvy, "How to measure inseam for bike". rouvy.com
  19. [24] BikeTips, "How to measure inseam for bikes". biketips.com
  20. [25] Omni Calculator, "Bike size calculator". www.omnicalculator.com
  21. [26] Selle Italia, "Size guide". www.selleitalia.com
  22. [27] Selle Italia, "idmatch". www.selleitalia.com
  23. [29] Slowtwitch forum, "Determining optimal crank length" (fórmula 0,216) e tabela de mercado. forum.slowtwitch.com
  24. [30] Steve Hogg, "Crank length: which one?". www.stevehoggbikefitting.com
  25. [31] Ribble, "Handlebar width". helpcentre.ribblecycles.co.uk
  26. [32] Competitive Cyclist, "How to choose and set handlebar width". www.competitivecyclist.com
  27. [33] Bikerumor, "UCI clarifies bar width rule but data doesn't add up". bikerumor.com
  28. [34] bike-components, "Gravel handlebar guide: geometry, flare, drop, reach". www.bike-components.de
  29. [36] 365mountainbike, "MTB handlebar width: how wide it should be". en.365mountainbike.it
  30. [37] Worldwide Cyclery, "How wide should your MTB handlebars be?". worldwidecyclery.com
  31. [38] Bikegremlin, "Stack and reach: effective bicycle frame size". bike.bikegremlin.com
  32. [39] Bicyclist Matt, "The geometry of bicycle geometry" (trigonometria do avanço). bicyclist-matt.blogspot.com
  33. [53] Bike24, "Bike frame size". www.bike24.com
  34. [57] Triathlon Magazine Canada, "Bike fit is not a one-and-done event", 5 nov 2019. triathlonmagazine.ca
  35. [58] Tri Store coach blog, "How to love your bike even more". playtristore.com
  36. [59] Spirited Cyclist, "When do I need a bike fit?". spiritedcyclist.com
  37. [60] Roadman Cycling, "How often update bike fit". roadmancycling.com
  38. [61] Van der Walt et al. 2014, "Non-traumatic injury profile of amateur cyclists", South African Journal of Sports Medicine. journals.assaf.org.za
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  40. [63] Wilber et al. 1995, "An epidemiological analysis of overuse injuries among recreational cyclists" (PMID 7649713). pubmed.ncbi.nlm.nih.gov