Bike Fit Lab
Câmara 3D de análise de posição montada num tripé

Mapeamento de pressão do selim

· 4 min de leitura

Já experimentaste vários selins, mudaste a inclinação, compraste calções melhores, e o desconforto continua a aparecer em saídas mais longas. Cada selim novo é uma aposta, e nem sempre sabes porque falhou. O mapeamento de pressão existe para tirar parte da adivinhação a essa escolha.

O que é

É uma análise de como o teu peso se distribui no selim enquanto pedalas. Em vez de depender só do que sentes, vês onde está a pressão: se está concentrada numa zona, se se reparte, se muda de um lado para o outro, se aumenta quando mudas de posição no guiador.

Funciona como uma camada extra de informação sobre o que já se vê na avaliação do corpo e da pedalada. Não substitui o bike fit; pode ser acrescentado a qualquer sessão, incluindo à de duas bicicletas.

O que consegue mostrar

  • Zonas de pressão excessiva. Pontos onde o peso se concentra mais do que seria desejável, o que se liga muitas vezes a dormência, ardor ou dor.
  • Assimetria. Se carregas mais de um lado, o que pode vir do corpo (uma perna mais forte, uma bacia que roda) ou da bicicleta.
  • Efeito de uma alteração. Ao mudar a inclinação, a altura ou o recuo do selim, a distribuição muda, e vê-se a diferença em vez de a supor.
  • Efeito do modelo de selim. Ajuda a perceber se a largura e o formato do selim são adequados à tua anatomia e à tua posição.

O que não mede

Convém ser claro. O mapeamento não faz diagnósticos médicos e não substitui a avaliação de um profissional de saúde se tens dor persistente, dormência que não passa ou outros sintomas. Também não diz, sozinho, qual é o melhor selim do mercado: indica como o teu corpo se comporta num selim e numa posição concretos. E não tem sentido interpretá-lo isoladamente: uma distribuição de pressão só se lê bem em conjunto com a posição e a mobilidade, que é onde o resto da sessão entra.

Também não vale a pena esperar que um mapa perfeito elimine todo o desconforto. Pedalar horas sentado implica sempre alguma carga; o objetivo é que seja bem distribuída e tolerável.

Mapa de pressão do selim, antes e depois do ajusteSelim de estrada visto de cima com uma grelha de células de sensor. Antes: Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam. Depois: Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados. Uma cruz marca o centro de pressão, que desce e centra depois do ajuste.frenteísquio Eísquio Dpressãoaltabaixacentro depressãoAntesDepois
Mapa de pressão do selim, antes e depois do ajusteSelim de estrada visto de cima com uma grelha de células de sensor. Antes: Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam. Depois: Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados. Uma cruz marca o centro de pressão, que desce e centra depois do ajuste.frenteísquio Eísquio Dpressãoaltabaixacentro depressãoAntesDepois

Pressão concentrada à frente, nos tecidos moles, e mais de um lado do que do outro; os ísquios quase não apoiam.

Peso assente nos dois ísquios, de forma simétrica, com o centro e a frente aliviados.

Um sensor fino sobre o selim regista a pressão enquanto pedalas: cada quadrado é uma célula do sensor, as linhas unem pontos com a mesma pressão e a cruz é o centro de pressão. O mapa diz ao fitter se o peso está nos ísquios ou nos tecidos moles e se há assimetria. Os dois mapas são esquemáticos.

Quando vale a pena acrescentar

Faz mais sentido nestes casos:

  • Desconforto recorrente no selim sem causa óbvia, mesmo depois de trocares de modelo.
  • Dormência ou ardor na zona do selim, a par de uma avaliação clínica se persistir. O artigo sobre dormência nas mãos e no selim detalha as causas gerais.
  • Saídas ou provas longas, em que um pequeno excesso de pressão se acumula.
  • Mudança de selim ou de posição, quando queres confirmar o efeito em vez de apostar.
  • Assimetrias conhecidas, como uma diferença de comprimento de perna ou uma lesão antiga.

Se não sentes qualquer desconforto no selim e a posição já está confortável, o bike fit sem mapeamento chega muitas vezes. Podes sempre decidir na entrevista inicial.

Como entra na sessão

O mapeamento junta-se ao bike fit e é lido em articulação com ele. Faz-se com a tua bicicleta, enquanto pedalas, e a informação cruza-se com o que vemos na avaliação em movimento 3D: como a bacia se comporta, se balança, se roda, como muda a pressão quando mexemos na posição.

Depois, nos ajustes personalizados, fazemos alterações à altura, ao recuo e à inclinação do selim, e eventualmente a outros pontos da posição, e na reavaliação voltamos a olhar para a distribuição, para confirmar que melhorou e não apenas mudou de sítio. Se o modelo de selim for o problema, a etapa de recomendações indica o que faz sentido para o teu caso, sem uma lista de compras pré-definida. A relação com a altura é direta, e já a explicámos no artigo sobre altura do selim.

Preço e decisão

O bike fit com mapeamento de pressão do selim custa 180 €, face aos 130 € do bike fit base. Na opção de duas bicicletas, passa de 200 € para 250 €. Os valores estão na tabela de preços, e o que cada sessão inclui está descrito na página do bike fit.

Se tens dúvidas sobre se compensa no teu caso, não precisas de decidir sozinho. Descreve-nos o que sentes quando marcares a sessão, e dizemos-te com franqueza se o mapeamento acrescenta alguma coisa ou se o bike fit base já responde ao que procuras.

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